sábado, novembro 03, 2007
Ultraje a Rigor
Eu não sou seu
Eu não sou de ninguém
Você não é minha
Eu não tenho ninguém
Nós somos livres
Independente Futebol Clube
Você não manda em mim
Eu não mando em você
Eu só faço o que eu quero
Você só faz o que quer
Nós somos livres
Independente Futebol Clube
Se a gente tá assim
Comendo capim
É porque a gente quer
E se não quiser
Nós somos livres
Independente Futebol Clube
sexta-feira, novembro 02, 2007
terça-feira, outubro 30, 2007
PRIORIDADES
" A lingua não tem osso pra não ter governo". Sábio povão...
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Preocupa-me o futuro de um país tão grande como o nosso, engatinhando politicamente, cuja maioria dos cidadãos não sabe sequer escrever a própria língua com segurança, pois não parece conhecê-la. Não conhece gramática. Não sabe o quanto um ponto ou uma vírgula fazem diferença em um texto. Ler não é decifrar palavras, não é mesmo? é interpretar, entender a mensagem, as intenções, as informações...
A situação me fez lembrar a minha falecida mãe (educadora militante, no médio São Francisco e autora de alguns projetos educacionais para os menos favorecidos, graças ao PT, pasmem, os descrentes!) quando, um dia, chegou irritada com a presença de cubanos no sertão ensinando a "ler"... e eu perguntei: qual o problema? ela disse: lembra que você tinha apenas quatro anos quando a ensinei a ler? era um joguinho. Brincadeira pra você, não era? realmente eu lia, mas não tinha vivência o suficiente para um texto mais aprofundado... discernimento algum em cima do mais complexo... entendido. Câmbio, desligo?!
Era o que os cubanos estavam fazendo ( só que com adultos!), bem intencionados e tudo mais, mas... como ensinar pessoas a pensar lendo, se não existe um conhecimento mais profundo daquela cultura onde eles se infiltraram? não conhecem sequer as palavras locais. Estariam negando Paulo Freire? não sei...e quem sabe? e se estiverem? que diferença faz? não sei...será que em vez de incluí-los socialmente, não estariam ajudando a negar uma cultura tão forte e resistente às intempéries da vida como a do sertanejo? ... não seria o mesmo que os EUA estão fazendo no Oriente médio...só que usando métodos menos amigaveis e desumanamente intransigentes? querem forçar uma cultura milenar a dançar conforme a música deles? mas isso é coisa de Bush, deixa...acredito na lei do retorno. Os cubanos têm amor no coração. Amor à pele deles e aos sertanejos...
Aqueles esquecidos, que moram em casinhas de taipa em cima das serras, longe de tudo e de todos e nem energia elétrica possuem, muitas vezes? aqueles que ninguém vê, que os mais abastados passam sobrevoando para as suas fazendas exportadoras de tudo o que o São Francisco lhes oferece (estou falando também dos políticos que possuem terra lá e dizem conhecer o "seu povo"...mas não viajam num carro e, assim, não têm como enxergar a miséria que há, indo do litoral até Petrolina ( alto sertão) ... eles sempre estão acima, não é mesmo?). Também existe a questão PERIGO nas estradas do sertão. Quem iria se aventurar? Queimam plantações de Maconha (antiga e conhecida erva, amplamente cultivada desde sempre e meio de sobrevivência, pela falta de assistência para o cultivo de outras plantas) que é uma ótima matéria prima para sapatos, roupas, bolsas ( é apenas uma idéia que poderia trazer riqueza para os estados nordestinos, mais especificamente o sertão destes)mas, não oferecem meios para esses agricultores viverem com decência. Resultado: banditismo. Esse inferno no qual se transformou a vida de quem depende das estradas para garantir o seu ganha pão. O sertão tornou-se um tiro no escuro. Já é quente de "derreter o juízo"...
Eu chorei lendo os pedaços de papelão que eles seguravam à beira da pista, com a palavra FOME, escrita em carvão...nem precisava ler. Os olhos deles diziam tudo. Mal tinham condições de ficar em pé naquele calor escaldante e naquelas condições tão precárias.
Se os cubanos vêm ajudar, ótimo. Mas, imagino que seria de maior serventia a medicina deles... Não faltam educadores no Brasil. Falta respeito ao trabalho do educador, remuneração, condições dignas de efetuar seu trabalho da forma necessária.
Se o governo está preocupado com gerúndios, eu aconselho que eles dêem uma passeada de carro no sertão nordestino, pelo menos. Educação é tudo. Que comecem compartilhando a "boa" educação deles com os seus eleitores. Isso eu já não sei se interessa a eles... eita coronelismo difícil de combater! aff...
..E o discurso no fim, continua o mesmo: - Quando for eleito: " Eu estarei levando água e luz às suas casas", " estarei cuidando da educação das sua crianças", "eu estarei lutando pela melhoria de vida de vocês"...
GERÚNDIOS...
Eu "estarei esperando" hauhauhauahuhauhauahuah ( sentada) mudanças aqui no nordeste!! HUHAUHAUHUAAHUAHUAHUAHUAHUAHUAH!!!
E olhe que só relatei o que ocorre em apenas uma das regiões brasileiras, aproveitando a deixa do rebuliço causado pela lei da proibição do gerúndio... Será que agora vai avacalhar de vez? ...nem um todo poderoso consegue cumprir o que "estaria prometendo" aos seus eleitores huauhauahua!! faltou paciência nele? imagina em quem está a vida inteira esperando mudanças que "estarão sendo cumpridas"?! hauhauhauahuhauahuahuahuahuahuahuahuhauahuah!!!
SÓ RINDO.
Homenaje al músico y poeta: www.igooh.com.ar/Nota.aspx?IdNota=5353
O Tempo Não Pára
Composição: Cazuza / Arnaldo Brandão
Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara...
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara...
Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não pára!
Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta...
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára...
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades...
O tempo não pára...
Não pára, não, não pára!
Eu não tenho data pra comemorar...
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando uma agulha num palheiro...
Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros...
Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro...
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro ôôôôô...
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára...
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades...
O tempo não pára
Não pára, não, não pára...
Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta...
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára...
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades...
O tempo não pára
Não pára, não, não, não, não pára!
sábado, outubro 27, 2007

Amarelo Manga
Otto
Amarelou mangou de mim
Não vai ficar de graça
E dentro desta caixa
Um corpo indigente
Um corpo que não fala
Um corpo que não sente
Amarelô
A mesma louça que lavei, quebrei
Por isso vim para juntar os cacos
Eu só queria dizer
Vim para ficar
Vim para ficar
E eu cantarolava nem sabia que era do galego...assisti Amarelo manga Muuuitas vezes e sabia porque Matheus Nachtergale e canta no filme varrendo o chão tramando coisas... eu sou fã deste ator incrível.
sexta-feira, outubro 26, 2007
domingo, outubro 21, 2007

imagem: www.geocities.com/scard_anelli/purplebirds.jpg
Um mergulho N'A Valsa n°6, de Nelson Rodrigues, onde tive a oportunidade de viver Sônia ( com A companhia de Teatro do Capadócio), uma menina de 15 anos que é apunhalada pelas costas enquanto tocava piano, no decorrer do seu velório ela vai percebendo que morreu...
(Trecho)
-Quem é Sônia?
Onde está Sônia?
Ela está ali, aqui..em toda parte...
(...)
As lembranças chegam a mim aos pedaços. . .
Ainda agora, eu era menina.
(muda-se em menina. Corre, pelo palco, trocando as pernas)
Onde está a Margarida, olé, oh, olá?
(põe-se de joelhos para espiar as águas de imaginário rio)
Vejo restos de memória, boiando num rio,
(aponta o chão)
Num rio que talvez não exista...
(ri, feliz)
Passam na corrente gestos e fatos.
(apanha na água invisível, com as pontos dos dedos, algo que teoricamente goteja)
Eis um fato antigo.
(aponta para o ar)
Vejo também pedaços de mim mesma por toda parte...
(numa revolta)
Meu Deus, como era mesmo o meu rosto, meus cabelos, cada uma de minhas feições?
(para uma espectadora)
-Minha senhora, esqueci meu rosto em algum lugar.
(feroz)
Mas eu não saio daqui, antes de saber quem sou e como sou.
(ensaia um retorno à infância)
Onde está a Margarida...
(Estaca. Insiste)
Onde está a Margarida,Olé,
(Estaca novamente)
Acho que sou menina!
(incerta)
Não, não...
(chega à boca de cena)
Olé, Oh, Olá...
Acho que sou mulher...
(atitude)
fumando numa piteira de âmbar...
(num crescendo de angústia)
Ou, então, uma senhora gorda que sofre dos rins, do fígado e vive se queixando de azia!
(muda de tom)
Senhora, existem ou existiram espelhos?
Ou, então, conheceis a água translúcida de um rio?
Um rio, sim, onde meu rosto possa deitar-se entre águas?
(corre ao piano)
Essa música, estão ouvindo?
(Valsa nº 6)
Era a paixão de Sônia!
A música que Sônia tocava muito!
(dando um acorde selvagem)
Mas eu não odeio Paulo!
(outro golpe)
Eu disse que odiava?
Mas, não, nunca!
Tudo não passou de um mal-entendido!
(irresponsável)
Pois se até gosto muito dele!
Tenho verdadeira adoração!
(coro escandalizado)
Adoração como?Ora essa!
Depois do que ele fez!
Beijou outra!
Eu heim!
(selvagem)
Odeio, sim, mas Sônia!
(roda o dedo, ameaçadora)
Ah, se fosse comigo!
Porque fique sabendo que eu sou geniosa
(faz voz de nortista)
Nasci no Recife, bairro da Capunga!
(gingando, plebéia)
E tira o cavalo da chuva!
(dolorosa)
Saibam que amo Paulo!
(com unção)
tão bonito que se eu pudesse...
(numa doçura mais intensa)
vivia acendendo círios diante dele...
Passada, engomada e pendurada no cabide...

Porque há muito a expressar em sentimentos ou em ameaças idiotas... são muitas lacunas para preencher antes de trocar juramentos, cicatrizes coloridas, provas auto-afirmativas... Como já dizia cazuza: "o tempo não pára". Sensatez. vamos amaaaaar! Imagem:
Imagem: www.iep.uminho.pt/aac/sm/a2004/pct/images/per...
quinta-feira, outubro 18, 2007
Composição: Cartola
Deixe-me ir, preciso andar,
Vou por aí a procurar...
Rir pra não chorar.
Quero assistir ao sol nascer,
Ver as águas dos rios correr,
Ouvir os pássaros cantar,
Eu quero nascer, quero viver,
Deixe-me ir, preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Rir pra não chorar.
Se alguém por mim perguntar,
Diga que eu só vou voltar,
Quando eu me encontrar.
Quero assistir ao sol nascer,
Ver as águas do rio correr,
Ouvir os pássaros cantar,
Eu quero nascer, quero viver,
Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Rir pra não chorar.







