sábado, setembro 18, 2010
















Vigia noturno.

ARTE EM TODA PARTE.

sexta-feira, março 12, 2010

quinta-feira, fevereiro 25, 2010
















Me dê a mão, vamos sair pra ver o sol...

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

A terra é insultada e oferece suas flores como resposta.
(Rabindranath Tagore)

sábado, fevereiro 06, 2010





















Camisa Listrada
Assis Valente

Vestiu uma camisa listrada e saiu por aí
Em vez de tomar chá com torrada ele bebeu parati
Levava um canivete no cinto e um pandeiro na mão
E sorria quando o povo dizia: sossega leão, sossega leão
Tirou o anel de doutor para não dar o que falar
E saiu dizendo eu quero mamar
Mamãe eu quero mamar, mamãe eu quero mamar
Levava um canivete no cinto e um pandeiro na mão
E sorria quando o povo dizia: sossega leão, sossega leão

Levou meu saco de água quente pra fazer chupeta
Rompeu minha cortina de veludo pra fazer uma saia
Abriu o guarda-roupa e arrancou minha combinação
E até do cabo de vassoura ele fez um estandarte
Para seu cordão

Agora a batucada já vai começando não deixo e não consinto
O meu querido debochar de mim
Porque ele pega as minhas coisas vai dar o que falar
Se fantasia de Antonieta e vai dançar no Bola Preta
Até o sol raiar














Roda Viva
Composição: Chico Buarque

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...
A gente quer ter voz ativa

No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...

A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...

No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante

terça-feira, dezembro 08, 2009

















"Quando você olhar pra algum corpo
Que não seja perfeito
Olhe direito
Pois cada olhar tem o seu defeito".

Fernando Catatau (Cidadão Instigado)



sábado, novembro 21, 2009

Funk como le gusta
Entrando na sua

Vejam como é deliciosa esta sensação de paz

(Paz... Paz...)

Agora escutem:
Relaxem o corpo
Descontraiam-se totalmente

Calmamente vamos nos condicionando para uma proveitosa prática
E pensem que estão absorvendo paz, alegria, serenidade e pureza junto com o oxigênio inspirado.
Retenham o ar e imaginem que o oxigênio absorvido está passando para o sangue.

Para promovermos a desintoxicação geral
De todas as células do nosso organismo,
Para regularizarmos as funções de todos os órgãos de nosso corpo
E, principalmente, para re-equilibrarmos
De maneira completa e definitiva o nosso sistema nervoso

Essa deliciosa sensação que vocês agora estão sentindo,
Alegria, ternura, serenidade, otimismo, euforia...
E, às vezes, um delicioso sono...
Durmam se tiverem vontade!

Deliciosos estados da alma [?]
Sublimes estados íntimos de paz, alegria

Agora escutem...

sexta-feira, novembro 20, 2009






















O Rio São Francisco continua liiiiiiiiindo, lindo, lindo....
"Eu jogo ao fogo todo o meu sonhar
Eu quero ver o fogo se queimar
E até no breu reconhecer
A flor que o acaso nos dá
Eu jogo pérolas ao deus dará"

Zé Miguel Wisnik e Paulo Neves
...e são as erupções silenciosas da pele,
essa ferrugem de fios tensos entre os homens:
revelando intimidades possíveis;
Transnudando cores,
o fôlego contínuo da existência
como o deserto que dorme no fundo de um oceano
o arame que insiste no poema estanque

...a violência da delicadeza

do Nós, Por exemplo, Belo horizonte, Minas gerais.

quarta-feira, outubro 14, 2009

As Música Que Os Loucos Ouvem
Mundo Livre S/A

This is not the music
This is not
Essa não é a musica

Que os arcebispos ouvem
Quando estão fornicando
Esta não é a música
Que as enfermeiras ouvem
Quando estão matando
Qual será esta música?

Quem ouvem esta música?
Pra que serve esta música?
Esta não é a música

Que os jornalistas ouvem
Quando estão mentindo
Esta não é a música
Que os suicidas ouvem
Quando estão caindo
(Laing, Chessman... farão

música pop
Warhol, Kubrick ... farão
vídeo clips
Sandino, Marcos... milhões de heróis se acotovelam em nossas
telas e nós os velamos em nossassalas chupando balas)

quarta-feira, agosto 26, 2009

A Galinha
Ferreira Gullar

Morta
Flutua no chão
galinha.

Não teve mar, nem
quis, nem compreendeu aquele ciscar quase feroz. Cis-
cava. olhava o muro. Aceitava-o negro e absurdo.

Nada perdeu. O quintal
não tinha
qualquer beleza.
Agora
as penas são só o que o vento roça,leves.

Apagou-se-lhe toda cintilação, o medo.
Morta.Evola-se do olho seco
O sono. Ela dorme.
Onde? Onde?

domingo, julho 19, 2009

Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem?

Confúcio

sexta-feira, junho 26, 2009















Futuros Amantes

(Chico Buarque)

Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar

E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos

Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização

Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você

terça-feira, junho 16, 2009










wikimedia.org/wikipedia/commo



Tempo Rei
Gilberto gil


Não me iludo

Tudo permanecerá

Do jeito que tem sido

Transcorrendo

Transformando

Tempo e espaço navegando

Todos os sentidos...


Pães de Açúcar

Corcovados

Fustigados pela chuva

E pelo eterno vento...


Água mole Pedra dura

Tanto bate

Que não restará

Nem pensamento...


Tempo Rei! Oh Tempo Rei! Oh Tempo Rei!

Transformai

As velhas formas do viver

Ensinai-me Oh Pai!

O que eu, ainda não sei

Mãe Senhora do Perpétuo Socorreeeeeeeei!...


sexta-feira, maio 01, 2009






















Foto: Luluca Guerra

Muito, muito mais ...
...que sonhamos.


E como diz o poeta Manuca almeida, "sonhos não dormem".

















Move!
Foto: luluca Guerra.

Ora ie ie Oxum!

ELA É FLOR DE MAIO! (2x)

SE A MINHA MÃE
É LINDA FLOR DE MAIO
ARERÊ!
É FLOR DE MAIO!

Porque não há data precisa para homenagear e agradecer...





















Considerações sobre o Sono
Antônio Maria



A pessoa que dorme está inteiramente só.


*** Quando o homem dorme, o seu rosto se desmarca de todas as tramas e de todos os desgostos.


*** Nada enternece mais uma mulher que o rosto do amante, dormindo. *** Ela se debruça sobre a face do amado e descobre que eram simples palavras todas as valentias que ele lhe vinha dizendo ou dando a entender.


*** É quando a gente se parece menos com os mortos... é quando se está dormindo.


*** Quanto mais pobre mais comovente o ser humano que dorme.


*** No sono, a imobilidade das pessoas boas e confiantes é sempre desarrumada. *** Gente má dorme em posição de sentido. ***Cada travesseiro tem um lugar e uma importância definidos na vigência do sono. *** Não há nenhum abandono casual, nas pernas, nos braços ou na cabeça de quem dorme, porque o corpo realiza, desde que haja espaço, sua única posição realmente confortável.


*** Experimente descobrir na mulher que dorme a seu lado, um ser infinitamente decente, muito além de sua capacidade de fazer-lhe uma razoável justiça. *** Quanta luz nos corpos despidos das mulheres claras! *** Seria uma demasia de requinte ou de louvação, fazê-las dormir sobre lençóis negros?


*** A mais leve carícia de sua mão sobre o corpo da amada que dorme poderá quebrar a solidão do sono e a tranqüilidade da carne já não seria completa (contente-se em enternecer-se, sem tocá-la). *** Se for preciso despertá-la, que seja com ruídos aparentemente casuais.


*** Ah, que intensos ciúmes, no passado e no futuro, sobre a nudez da amada que dorme! Só você a viu, só você a verá assim tão bela!


*** Nas mulheres que dormem vestidas há sempre, por menor que seja, um sentimento de desconfiança.


*** A amada tem sob os cílios a sombra suave das nuvens. *** Seu sossego é o de quem vai ser flor, após o último vício e a última esperança.


*** Um homem e uma mulher jamais deveriam dormir ao mesmo tempo, embora invariavelmente juntos, para que não perdessem, um no outro, o primeiro carinho de que desperta. *** Mas, já que é isso impossível, que ao menos chova, a noite inteira, sobre os telhados dos amantes.



Rio, 17/1/1956
Texto extraído do livro "O Jornal de Antônio Maria", Editora Saga - Rio de Janeiro, 1968, pág. 42.